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Na Crista da Onda

Tudo o que você queria saber ... ou não ...

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Tudo o que você queria saber ... ou não ...

Na Crista da Onda

Tudo o que você queria saber ... ou não ...

sábado, 2 de março de 2019

Retrospectiva de Séries: Dance Academy!

Olá pessoas e seus amigos imaginários!

Tudo bem com vocês?

Depois da minha ausência, justificada como sempre por um intenso episódio de  deadline acadêmica,cá estou. 

Contra todas as possibilidades, eu sobrevivi, bitches!



Ainda na vibe das séries favoritas da Thaís, falarei de uma série de arte *São tão escassas, meu Deus!*. Era para ser uma série B que foi excelente em seu propósito.

Então, vocês já sabem, meus queridos... SPOILER em 3, 2, 1 ...



A série de hoje é "Dance Academy".




A maior parte de vocês deve soltar um ... WHAT?? 



Eu sei, uma parcela muito pequena de pessoas assistiu Dance Academy. Ela já terminou há algum tempo, não foi super aclamada, mas é uma série que realmente vale a pena de assistir!

Let´s go!

DANCE ACADEMY

Ballet, Austrália, 3 temporadas + 1 filme!

Sim! Pessoas que amam Ballet normalmente devoram todos os conteúdos sobre o assunto.

No caso das séries não é diferente. Só existem 3 séries atuais (ou quase) que abordam o assunto: Bunheads (cancelada na S01); Flesh  and Bone (minisérie) e Dance Academy.





Dance Academy foi uma série australiana que conta o cotidiano de estudantes de ballet da escola nacional de Ballet que pertence a Cia The Australian Ballet que fica em Sidney e que formalmente se apresenta no Sydney Opera House.




A série acompanha a história de estudantes do ensino médio que passam para essa escola super concorrida e mostra os seus dilemas, sacrifícios e conquistas que todo bailarino tem de passar para conquistar o seu sonho. 




Isso inclui lesões, alegrias, tristezas, angústias, injustiças, brigas, decepções *isso a gente multiplica por 1.000* e sonhos. Muita gente não sabe, mas o treinamento de um bailarino profissional é algo muito difícil. Quem escolhe essa vida normalmente o faz muito jovem e precisa dar tudo de si. Não só porque é difícil mesmo (pela rotina e pela dedicação), mas pela competição.




Existe muita gente boa tecnicamente nesse mundo, muita gente que se dedica tanto ou até mais do que você, e as vagas para uma vida profissional, um contrato, um lugar ao sol são muito escassas. Então você tem de estar preparado fisicamente e emocionalmente para essa vida cheia de desafios.



A princípio a série parece meio boba... Adolescentes em uma escola de artes lutando por um sonho e se envolvendo emocionalmente, se descobrindo como indivíduos e começando a se relacionar.




Mas logo a seguir você vê coisas muito legais que foram inseridas no roteiro e que são verdadeiras na vida de um bailarino e que dessa forma, numa série jovem, podem realmente ajudar adolescentes que estão passando pelas mesmas coisas.




Quanto ao casting ... Em um primeiro momento a gente não vê bailarinos absurdamente excelentes, mas isso faz sentido. Eles estão em uma escola, então eles não podem ser absolutamente perfeitos ... pq senão... PRA QUÊ A ESCOLA?? Rigth???



O enredo leva em consideração quase todo o tipo de aluno de ballet: 

O super dedicado e focado; o "natural", que tem o físico naturalmente perfeito e que não precisa fazer esforço pra ter uma abertura perfeita, en dehors etc; o revoltado que não tem paciência para desenvolver diariamente o seu talento; a pessoa que tem todos os incentivos da face da terra e caga pras oportunidades; a pessoa talentosa que se esforça todos os dias para conseguir ter avanços na sua empreitada; o que vai contra tudo e todos para conquistar os seus sonhos; a pessoa competitiva que só quer prejudicar todo mundo pra conseguir o seu lugar ao sol... 



É uma série muito completa em termos de personagens e situações!

Tem de tudo: audições; maldades; oportunidades; avaliações; puxadas de tapete e muito, muito, muito,muito, muito Ballet! *que é o que todos nós amamos de verdade*.





Acho que o mais legal são temas que a gente esbarra na vida da Dança mesmo...

Questões que foram abordadas na série e que são muito boas e sóbrias: 

- A questão do preconceito sofrido por  meninos que querem ser bailarinos:


Muitos meninos que sonham em ser bailarinos esbarram  em preconceitos muito sedimentados na nossa sociedade. 

Eles precisam tirar forças absurdas para ir contra suas famílias, contra a intolerância para tentar conquistar seus sonhos e simplesmente fazer Arte... 

O preconceito recai no fato de que dançar não é "coisa de menino" como se o ballet fosse algo taxativo sobre a sexualidade *a heteronormatividade é algo muito real, minha gente*. E apesar dessa realidade ser muito triste e injusta, ela é muito avassaladora e acaba por soterrar muitos sonhos de jovens que só querem ser livres para dançar.

- Ter maturidade profissional mesmo sendo muito jovem:



A dificuldade da dualidade de ser um jovem e naturalmente querer ter uma vida normal com relacionamentos, festas, diversão e outras coisas, mas também ter de batalhar diariamente para ter um futuro profissional que exige dedicação, compromisso, responsabilidade, regras e uma disciplina quase militar ...

- Life is a Bitch! 



O fato de que o mundo não é cor de rosa e que a gente pode esbarrar com gente muito má e que pode fazer coisas sérias para nos prejudicar *estamos falando de alunos, colegas, professores, coreógrafos, diretores*

- A Busca pela perfeição x frustração




É importante saber lidar com as limitações do seu próprio corpo. 

Nem todo mundo tem o físico perfeito para se enquadrar no perfil de um bailarino clássico. Nem todo mundo consegue fazer as mesmas coisas. 

A gente trabalha para tentar ser o mais tecnicamente correto, mas nem sempre o nosso corpo vai atender a essas expectativas. Isso pode frustar muito os artistas. Saber lidar com isso da melhor forma possível, estar consciente das suas limitações é algo essencial.

- Tudo é passageiro



Um bailarino deve saber que no Ballet as coisas são muito breves. Você pode ser o primeiro bailarino hoje e estar com tudo em cima. Mas ninguém está livre de lesões. Como a gente trabalha com o corpo, a gente aprende a lidar com elas, mas a gente também tem de estar ciente que lesões também podem encerrar uma carreira de uma pessoa extremamente jovem.

- Ninguém é insubstituível:



Sempre existe uma pessoa melhor do que você. Saber disso doma a nossa arrogância e nos prepara para o fato de que ninguém é insubstituível. Então você nunca pode parar de trabalhar só pq conseguiu um papel principal ou conseguiu um super status.

- Nada é garantido nessa vida



A questão de que as vezes por mais que a gente faça aulas todos os dias, nunca falte nenhum ensaio, se dedique, faça tudo certo isso não quer dizer necessariamente que os nossos os nossos sonhos vão se realizar e que iremos conseguir passar em uma audição, entrarmos em uma cia ou conseguirmos um papel. 

Na verdade, o número de pessoas que não consegue é *exaustivamente* muito maior do que as pessoas que conseguem chegar ao topo. E isso não quer dizer que você seja incompetente. Só quer dizer que as vagas são poucas mesmo e que a vida nem sempre é justa.

- A vida é dura, mas a gente vive pelo amor a Arte!



A vida de um artista pode ser sublime, mas é muito cruel e a gente tem de aprender a lidar com isso desde muito jovem e saber o que quer. A maturidade é essencial na Arte. Lidar com frustrações, rejeições e decepções é algo rotineiro. Life is a bitch [2].




O amor que se tem pela arte tem de ser o suficiente para suplantar todas as dificuldades. 



Pq no final das contas, o que importa mesmo é dançar. É subir em um palco e alimentar a nossa alma.



E é isso que eu gosto da série!

Apesar de ser uma série jovem, ela aborda ao longo das 3 temporadas todas essas questões a partir de seus personagens. 



Eu me senti super representada na minha vida de estudante de Ballet. De certa forma, eu passei por muitas daquelas situações.






Quanto ao casting principal temos:

- Xenia Goodwin como Tara Webster: Personagem principal que é aquela bailarina talentosa, mas que tem MUITO trabalho pela frente apesar de ser uma verdadeira artista (no sentido de dedicar todo o seu coração e alma para dançar).



- Alicia Banit como Katrina Karamakov (Kat), bailarina que tem o apoio de todo mundo, mas que não dá valor e joga todas as oportunidades pelo ralo.




- Dena Kaplan como Abigail Armstrong, bailarina workaholic, super focada, super dedicada e que não foi para escola para fazer amigos e sim ser bailarina profissional e conquistar o seu lugar.



- Jordan Rodrigues como Christian Reed, bailarino que passa por muitas dificuldades na vida  para conseguir dançar (falta de apoio familiar, morte da mãe, pobreza etc), que trabalha bem, mas muitas vezes se revolta e não necessariamente aproveita as oportunidades.




- Thom Green como Sammy Lieberman, bailarino que luta contra o preconceito, contra a intolerância e a falta de apoio familiar para conquistar seus sonhos e dançar.





- Tim Pocock como Ethan Karamakov que é muito bom tecnicamente, mas um pouco rebelde porque ele quer na verdade ser um grande coreógrafo.



- Isabel Durant como Grace Whitney, a típica bailarina evil bitch. 




- Thomas Lacey como Ben Tickle que é o bailarino bom, alegre e contente por estar dançando e grato pela oportunidade que recebeu de se profissionalizar.






Dance Academy terminou de uma forma bem sóbria também. Nem todo mundo vai conseguir uma vaga em uma Cia de Ballet, muitas pessoas vão trocar de sonhos, vão vislumbrar outros objetivos enquanto outros realmente vão viver de Ballet. E tá tudo bem. Faz parte, é a vida!



E é por ser uma série aparentemente boba, mas cheia de verdades e situações bem factíveis que essa série é boa. 

Além de mostrar o cotidiano da Arte, de fazer mil plies, de fazer aula todo dia, de ensaiar até a exaustão, de buscar a perfeição constantemente ... Tudo pelo amor ao Ballet, pela verdadeira vocação de ser um artista e de se entregar de corpo e alma ao que mais se ama! 



A S01 é a mais bobinha, a S02 é  a minha favorita e a S03 fecha muito bem o enredo! 



Depois do final da série fizeram um filme sobre a realidade desses personagens alguns anos  depois. Eu ainda não assisti, mas tá na lista! ^^ 

Então galera, essa foi a minha dica dessa vez! Assistam Dance Academy! Vale muito a pena! =]



Tem alguma outra série legal  que gostaria que eu comentasse? Deixa aqui nos comentários!

Cya!

Thaís Parméra - A Futura Imperatriz de TODO Universo Conhecido - @ciberstar


sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Retrospectiva Séries: Community!

Olá pessoas e seus amigos imaginários!

Tudo bem? 

Cá estou eu novamente vindo falar das séries que eu finalizei no último ano. 



Hoje eu vou falar de comédia. Eu costumo ser mt seletiva quanto a séries de comédia pq, convenhamos, o humor americano não é exatamente o dos melhores.

Eu gosto mais de sitcoms que são as comédias curtas (no máximo 30 minutos) que são inteligentes e com o humor na medida certa!

Uma das melhores comédias que assisti até hoje na televisão e que vai morar no meu coração para sempre *alimentando uma esperança de uma continuação, quem sabe um filme* é Community!!! 




Então, se vc odeia spoilers, SAIA AGORA ou fique por sua conta e risco! #EuAvisei!




Community:

Comédia, Amizade, 6 temporadas, Inteligência e Metalinguagem.

Community foi uma série que estreou lá pelos idos de 2009 e que trouxe uma ruptura nas comédias que reinavam na época.

A série se passa em uma faculdade comunitária, chamada Greendale! Essas faculdades comunitárias são muito mais baratas do que as faculdades tradicionais *Lembre-se que nos EUA não tem universidade pública da mesma forma que existe aqui no Brasil. Aqui as universidades públicas são realmente públicas - você NÃO paga mensalidade- e são excelentes! Lá é o oposto: Universidade de excelência é paga e extremamente cara!* e que são frequentadas por uma grande variedade de pessoas: idosos, mães solteiras, gente que não conseguiu bolsa em universidades caras, gente sem grana etc. 

Enfim, é uma universidade mais acessível e que não necessariamente tem uma boa qualidade de ensino.



Em Greendale os espectadores acompanham a vida de um "Grupo de Estudo" que se reúne em uma Biblioteca da universidade *Eles praticamente tomam posse do local*. 


Esse grupo de estudos acaba se tornando um grupo de verdadeiros amigos que acabam pegando várias disciplinas juntos e que se tornam pessoas pops do local. ^^

E aí vem a magia do enredo...

Community fala sobretudo da metalinguagem do mundo da cultura pop, das séries, de Hollywood, de nerdice (jogos de tabuleiro,
nerf, paint ball, rpg) usando o humor e o background da universidade. 



E ainda usa isso tudo para discutir a diversidade e a inclusão. Isso tudo é usado com muita inteligência e sagacidade! Community fala sobretudo de si mesma, faz piada consigo própria e faz críticas irônicas aos enredos e ao mundo da produção executiva que rodeia as produções televisivas. 



Community tirava sarro de séries cults como Doctor Who e de séries como Glee, que foi na temporada das grandes premiações o seu principal concorrente junto com The Big Bang Theory e Modern Family. 



Além disso, eles fizeram análises críticas e bem humoradas de vários clássicos sci-fi e outros filmes importantes de Hollywood (ou nem tão importantes assim, mas igualmente icônicos) e inseriram uma quantidade indecente de easter eggs.



Ouso dizer que um dos episódios de Commnunity foi desonestamente copiado  por Black Mirror, essa série okay que é ovacionada por tanta gente que provavelmente nunca acompanhou séries como X Files, The Twilight Zone entre outras... 




Episódios marcantes? Com certeza as batalhas épicas de paintball e o jogo do chão de lava. Daria tudo pra poder participar disso!




Outro momento marcante: A escolha do mascote de Greendale e a escolha da bandeira. Isso vai ficar gravado na minha memória para sempre!



E os bordões?

"Cool, cool, cool"
"Six seasons and a movie"
"Troy and Abbed in the mornig!"




Eu queria ter amigos como os do grupo de estudo de Greendale. A minha vida na universidade seria muito mais sensacional!

Muitos rostos super bem conhecidos de Hollywood e que foram integrados em outras séries de sucesso começaram em Community.

- Grupo de Estudo:


Alison Brie que fazia a Annie Edison, a certinha super estudiosa e nerd do grupo. Ela já participou de séries como Mad Man e é a estrela de Glow.



Gillian Jacobs que interpretava Britta Perry que era a ativista doidivana.



Donald Glover  que interpretou Troy Barnes antes de ser um expoente em Hollywood!



Joel McHale fazia Jeff Winger o bonitão espertalhão e que criou o grupo de estudos fake pra poder pegar a Britta. Ele é uma personalidade muito conhecida na televisão americana. 



Danny Pudi que fez o ultra mega nerd Abed Nadir com seus trilhões de referências e easter eggs.



Yvette Nicole Brown que fez a Shirley Bennet, a mãe cristã do grupo.



Chevy Chase que fez Pierce o magnata preconceituoso com MT MT MT MT MT tempo livre. Ele é um dos grandes nomes da comédia norte americana dos anos 80/90. 



- Ken Jeong que fez o maluco Ben Chang que as vezes faz papel de vilão da série.



- Jim Rash que faz o FABULOSO Dean Craig Pelton, o reitor que ligava vários episódios e que nós todos aprendemos a amar,apesar das suas esquisitices e dos seus outfits malucos. 







Community chegou a ser cancelada na S05, mas depois ela foi renovada para a S06. Apesar de ter perdido alguns atores do elenco na última temporada, Community continuou sendo maravilhosa.



O último episódio foi MUITO bom! Mais uma vez usa da metalinguagem do mundo das seasons finales que todos nós já assistimos ao longo da vida para brincar com o que poderia ou não funcionar e falar diretamente ao coração dos fãs.



Community é uma série única, irreverente, inteligente... e quem sabe, QUEM SABE ... depois das seis temporadas ... ROLE UM FILME
Exatamente como o bordão clássico da série. 




Eu fico feliz em lembrar de Community e como ela fez parte da minha vida e sempre vai fazer. Excelente série, excelente trabalho, excelente casting, excelente roteiro ... 



Super indico!

Cool, cool, cool! (;

Link da Abertura pra vcs: Clique Aqui

Cya

Thaís Parméra

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